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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pijamas, fantasias e as diferenças.

Que criança não gosta de se fantasiar? Aqui em casa se pudessem não usariam outra roupa e seriam cada dia um personagem diferente. Por causa disso sempre fomos fãs dos pijamas-fantasia e já tivemos alguns. 

Quando voltamos de viagem tive a feliz surpresa de saber que os modelos de verão feitos pela empresa Pijama Fantasia, criados pela Verônica que é mãe da linda Manu, amiga das crianças da escola, estavam prontos. Recebi uma grande opção de modelos pra escolher (tarefa difícil pois era um mais lindo que o outro) e coloquei as crianças na jogada. Foi aí que a personalidade diferente dos dois se mostro com força mais uma vez. Vejam só o diálogo.

Mãe: "Crianças, hj vcs vão escolher um pijama fantasia que a mãe da Manu mandou pra gente. Temos várias opções."
Isabel: "Mãe, eu quero da Rapunzel. Tem da Rapunzel?"
Mãe: "Tem filha e é lindo. Mas tem outros também, vamos ver antes de escolher?"
Isabel: "Vamos, mas eu quero da Rapunzel!"

Marcos: "Mãe, quais tem pra mim?"
Mãe: "Filho, pra vc tem do Batman, Homen Aranha e Capitão América."
Marcos: "Hunn, eu acho que quero do Capitão América. Mas quero ver todas e experimentar antes de escolher."

E lá fomos nós. Olha só...


No fim das contas Isabel nem olhos direito pras suas outras opções, não provou o da Rapunzel e nenhum outro mas esse foi mesmo o escolhido, claro. 

Marcos ficou mesmo com o do Capitão América mas somente depois de um longo período de decisão e análise das vantagens e desvantagens das 3 opções.

Copia e cola dos pais.. 2 figuras..

PS: Mães empreendedoras, eu apoio! E os pijamas fantasias da Verônica são mesmo lindos!!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cada um no seu quadrado..

O post está (muito) atrasado mas não podia deixar de sair..

A experiência da separação de gêmeos na escola - um pra cada classe. É este processo que estamos enfrentando agora enfrentamos aqui em casa.

Posso estar sendo dramática mas considero isso tão, tão marcante e de uma importância sem tamanho que perdi muitas horas pensando e articulando, junto com a escola este processo todo. Conversei com muitas pessoas, li as mais diversas opiniões e consegui chegar a uma fórmula pra botar isso em prática.

Vc não consegue ver a importância disso tudo? Pois pense em 2 pessoas completamente diferentes, que compartilham a maioria absoluta de sua vivência desde o mais inicial momento de suas vidinhas e que precisam passar pela mudança brutal de ficar longe de seu companheiro de útero. Uma passagem cheia de significado pra eles e pra mim. O primeiro enfrentamento do mundo sozinhos, sem o suporte fraterno que sempre esteve ali.

Mas porque separar se esse é um processo tão doloroso? 

Trabalhar a individualidade e criar a identidade de cada um dos irmãos gêmeos é fundamental e pode ser difícil. Fica um pouco menos complicado no caso de serem de gêneros diferentes e não serem tão parecidos fisicamente mas ainda assim nós pais temos que nos policiar o tempo todo pra não cair nas armadilhas típicas desta situação. 

Em casa sempre nos preocupamos muito com essa questão. Desde a escolha dos nomes (bem diferentes - observem), uso de roupas diferentes como regra (sempre temos a exceção da sair combinadinho), tratamentos e julgamentos diferentes e muita atenção aos sinais de dificuldades causadas pela gemelaridade sempre estiveram no top de nossas preocupações.

A preparação e o inicio da separação foram muito difíceis pra Isabel, já o Marcos levou a coisa toda numa boa. Ela chorou, sofreu e mostrou muita tristeza com tudo aquilo. Preparamos o dia "D" (primeiro dia de aula) durante o final do ano letivo de 2012 e o curso de férias todinho e fizemos uma espécie de contagem regressiva. Isso ajudou porque aquilo não pegou ninguém de surpresa.

Mas esse cuidado também não aliviou o sofrimento da baixinha. Quando acordou no primeiro dia de aula e se lembrou do que ia acontecer ela já começou o chororô. Foi no carro e entrou na escola entoando a mesma frase repetidas vezes: "EU QUERO QUE MEU IRMÃO FIQUE NA MINHA TURMAAAA!!!"

Imaginem a minha agonia..

O engraçado é que percebemos (com a ajuda da escola) que o sofrimento dela vinha grande parte do desconhecimento de como o Marcos ia ficar - ela estava preocupada com ele muito mais do que ele mesmo - coisa de menina.

Isabel tinha professora nova mas já a conhecia do ano passado e os amigos seriam os mesmos, o Marcos é que passaria pela grande mudança. Ficaria com uma turma nova, com amigos diferentes e uma professora recém chegada na escola. Ele estava super na boa quanto a isso (até por ter essa personalidade mais easygoing é que ele foi escolhido pra mudar) mas ela não.

A grande sacada veio da professora Glenda que logo no primeiro dia levou a Isabel na classe do irmão pra mostrar tudo pra ela. Quando ela chegou lá e percebeu que estava tudo bem com o Marcos, pronto, como mágica ela secou as lágrimas, desceu do colo, e saiu serelepe pela escola..

Escola boa é assim, trabalha junto com a família!!

Agora, inicio de abril, eles já estão separados há uns 2 meses e podemos perceber as mudanças que vem desse distanciamento..

Mas estas mudanças são objeto do próximo post, porque este já virou novela..

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A moda do "Puquinho".

Faz umas duas semanas que a Isabel tem me dado um certo trabalho na hora que saio de casa pra trabalhar, tanto de manhã quanto na hora do almoço. Vai chegando a hora de sair ela começa a me rodear e é só eu falar que vou trabalhar e pegar a bolsa que começa o show.

Ela começa a repetir a palavra "puquinho" sem parar, fazendo um gesto com a mãozinha que é pra eu ficar só mais um pouquinho com ela. E chora, chora chora, as lágrimas escorrem, se agarra na minha roupa, e as vezes fica na janela me olhando ir embora com aquela carinha de choro. Uma coisa de cortar o coração de qq um, imagina da mãe aqui..

Eu sempre saí pra trabalhar sem problemas e sem culpas mas o resultado dessa manha toda é que tenho me atrasado quase todos os dias por conta do "puquinho" da minha filha.. Coisas de Isabel, que segundo a Fernanda para de chorar logo que eu viro a esquina.

E o Marcos nessa história? Ele já começa a me dar tchau assim que eu pego a bolsa. "Tchau mamãe, baiá!", e já corre pra janela da sala pra ver eu ir embora pelo vidro..

E quem disse que gêmeos são iguais? Ledo engano, os meus são diferentes SEMPRE!